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Panorama do livro de Levítico


ERRATA: ONDE VÊ-SE LEVÍTICOS, LÊ-SE LEVÍTICO!!! Só percebi depois que o vídeo estava pronto. :(

Levítico, O nome do Terceiro livro da Bíblia e do Pentateuco, vem da Septuaginta e da Vulgata Latina e o nome foi mantido em quase todas as versões modernas.
A Bíblia Hebraica, conforme a norma observada em todo o Pentateuco, nomeia o livro pela sua primeira palavra, Wayiqrá, (desculpe a pronúncia) que significa “e chamou”. 

Embora haja discordância entre alguns comentadores, a maioria acredita que o livro foi chamado Levítico porque trata principalmente das leis e regulamentos dos levitas e sacerdotes em geral, que eram da tribo de Levi. Uma curiosidade do livro é que diferentemente  dos outros livros do pentateuco, apenas algumas semanas se passaram entre o cap. 1 e o último capítulo, o 27.


A autoria do livro é atribuída a Moisés. Quanto ao local de recebimentos das ordenanças do livro, Logo no verso 1 do primeiro capítulo vemos que Deus falou a Moisés “da tenda da congregação”. Mas os últimos três capítulos nos dão “os mandamentos que o Senhor ordenou a Moisés para os filhos de Israel, no monte Sinai” (Levítico 27:34). Então aparentemente do capítulo 1 ao 24 foram ordens dadas a Moisés da Tenda da congregação e do capítulo 25 em diante foram ordenanças de Deus entregues no monte Sinai.


Ok, mas se pudéssemos resumir o livro em uma expressão qual seria? Bem, Muitos resumem o livro de Levítico como se fosse a constituição de Israel, mas eu particularmente não gosto dessa expressão por que levítico é muito mais do que isso. O terceiro livro da bíblia não se trata de Deus dando um conjunto de leis para os hebreus de modo que eles tivessem alguma ordem social, não! Levítico trata da santidade de Deus. Trata de um Deus santo querendo habitar no meio de um povo impuro e a única forma disso acontecer é a purificação desse povo. E foi exatamente para evidenciar essa necessidade de purificação é que o Senhor mandou construir o tabernáculo e os entregou as leis.




Mas logo fica claro que esse povo não consegue cumprir a lei, e mesmo os sacrifícios do tabernáculo serviam apenas para cobrir os pecados e não para acabar com eles. Mas, porque Deus estabelece leis que os homens não conseguem cumprir e manda construir um tabernáculo que não resolve o problema do pecado? A resposta é que tudo isso, era para apontar para alguém que viria resolver o problema de uma vez por todas e possibilitaria que cada crente se tornasse um tabernáculo, um templo. Hum, pensando bem é por isso que o autor de Hebreus afirma que:


Os quais ministram em figura e sombra das coisas celestes, assim como foi Moisés divinamente instruído, quando estava para construir o tabernáculo; pois diz ele: vê que faças todas as coisas de acordo com o modelo que te foi mostrado no monte. Heb 8:5


Por isso podemos dizer que levítico aponta para Cristo. Tudo no livro de levítico gira em torno do tabernáculo e tudo no tabernáculo gira em torno vida e obra de Cristo, nós explicamos melhor no vídeo abaixo sobre o tabernáculo:


 

Se pudéssemos pegar um libro no novo testamento que faça paralelo com Levítico qual seria? Sem dúvida alguma a Epístola aos Hebreus, pois ela aborda muitos dos mesmos assuntos que levítico, contudo agora não mais sobre a dispensação da lei, mas sob a dispensação da graça que não é direciona a judeus ou gentios, mas é direcionada ao cristão. Este é especialmente o caso do véu que aqui se fecha no Santo dos Santos, onde o sumo sacerdote pode entrar apenas uma vez por ano para oferecer sacrifício ao Senhor; ao passo que agora o véu está rasgado, Deus saiu, com graça para todos, e todo cristão tem acesso à presença de Deus. Em Levítico, havia uma lembrança contínua dos pecados, o problema do pecado não poderia ser resolvido com sacrifícios de animais, mas eles eram encobertos até que o cordeiro que tira o pecado do mundo viesse e pudesse tornar santo todo aquele que o recebe.


Sim, mas como se divide o livro?


Nos capítulos 1-7, temos as cinco ofertas: o holocausto, a oferta de manjares, a oferta pelo pecado, oferta pela culpa  e a oferta pacífica. E em especial nos capítulos 6 e 7, encontramos as leis que governam sua observância – aqui a oferta pacífica vem por último. A oferta pacífica não era expiatória, isto é não visava lidar com os pecados. Pelo contrário, era o resultado de alguém ter sido abençoado. Parte era aceita por Deus, parte era alimento para o sacerdote e seus filhos, enquanto o ofertante também participava do sacrifício. A oferta era desfrutada juntamente em comunhão. 


Nos capítulos 8 a 10, temos o sacerdócio de Aarão e seus filhos. 


Os capítulos 11 a 15 nos mostram o homem em natureza e prática. Nestes capítulos, encontramos a lei do leproso. A lepra é a figura do pecado que produz uma condição impura.


No capítulo 16, temos o Dia da Expiação. Os dois bodes apresentam o duplo aspecto da obra expiatória de Cristo. Um bode era sacrificado e o outro solto no deserto. No primeiro bode, vemos o caráter santo e justo de Deus, permitindo que Ele seja propício (misericordioso) para o mundo inteiro através do sacrifício de Cristo. 


O outro bode, por outro lado, fala de Cristo carregando os pecados para longe apenas daqueles que creem em sua obra – “O qual por nossos pecados foi entregue, e ressuscitou para nossa justificação” (Rm 4:25). Um fala de propiciação (Rm 3:25), o outro de substituição. Aguarde, pois, o próximo vídeo será sobre a expiação, propiciação e substituição!


Do capítulo 17 ao 27 temos o que alguns chamam de Lei de santidade que é o coração do Livro de levítico também vemos uma série de bênçãos e maldições, que correspondem a atitudes de obediência ou desobediência a Deus. Dessa última parte o que eu destaco é o capítulo 23, onde temos as sete festas de Jeová. Estas festas são figuras das relações de Deus com o homem, e em particular Israel, desde a morte do Senhor Jesus Cristo até Seu reino milenar. Para resumir:


 “Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós” (leia 1 Co 5:7). Nos primeiros frutos da colheita, temos a ressurreição – no dia seguinte ao sábado. “Mas agora Cristo ressuscitou dos mortos, e foi feito as primícias dos que dormem.” (1 Co 15:20). Na festa das semanas (Pentecostes), vemos prenunciando a descida do Espírito Santo e a formação da Igreja em At 2. Entre esta festa e as três últimas, há um intervalo (v. 22) em que o estrangeiro entra na bênção. Na Festa das Trombetas, temos o despertar de Israel, sua restauração no Dia da Expiação e, finalmente, sua bênção milenar com a Festa dos Tabernáculos. 



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