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As 70 semanas de Daniel |Estudo da Grande Tribulação PART 1|



|Estudo da Grande Tribulação parte 1|

As 70 semanas de Daniel


 A “grande tribulação” (Mt 24:21) Também é chamada de “a angústia de Jacó” (Jr 30:7), “o tempo de angústia” (Dn 12:1), e “a hora da tentação” (Ap 3:10) é um período de 1.260 dias (Ap 11:3, 12:6) e refere-se à terrível perseguição que será dirigida ao fiel remanescente judeu durante a segunda metade da 70ª semana de Daniel (Dn 9:27). 


Então nós temos nossa timeline, linha do tempo e temos alguns eventos anteriores que falaremos até ao final desse vídeo. E aqui nós temos uma semana de anos, isto é, 7 anos. Os três anos iniciais é chamado princípio das dores caracterizado pelo firmamento de um acordo entre o Império Romano revivido e os judeus, entende-se que haverá o retorno dos judeus em massa a Israel. Mas no meio dessa semana esse acordo será quebrado e um tempo de tribulação sem precedente na história da humanidade será iniciado. Esse tempo de 3 anos e meio ou 1260 dias é conhecido como a grande tribulação e nos foi revelado primeiramente na profecia das 70 semanas de Daniel.


Mas o que são as 70 semanas de Daniel? 


Bem, trata-se de uma profecia cujo assunto, diferentemente do que muitos pensam, não é a igreja, não é Israel nem tao pouco as nações gentias na Terra. Ainda que esses grupos façam parte do enredo podemos dizer que eles são meros figurantes, pois o grande objetivo da profecia é o senhor Jesus Cristo. A Escritura diz: “O testemunho de Jesus é o espírito de profecia” (Ap 19:10). O testemunho de Cristo é o espírito de profecia isso implica em dizer que a profecia não nos foi revelada para matar nossa curiosidade sobre o futuro, mas para exaltar a Cristo em todos os seus aspectos. Quando lemos as Escrituras proféticas, devemos procurar o que o Espírito de Deus está apresentando a respeito de Cristo e Sua glória, pois a glorificação do Senhor Jesus é o Objeto em vista em toda a profecia. 


O relato das 70 semanas proféticas de Daniel é o fio que liga às duas vindas de Cristo e o estabelecimento do seu reino milenar, para mim, é a profecia mais importante de todas por que fala das duas vindas do messias com uma precisão impressionante.


E como Daniel recebeu essa profecia? Tudo começou quando devido, a desobediência a Deus, os judeus tiveram seu reino dividido entre reino do norte, que se chamava Israel e tinha em Samaria a sua capital e o reino do Sul que se chamava Judá e possuía Jerusalém por capital. O reino do norte teve uma série de reis que deram as costas para Deus, dentre eles acabe e sua mulher Jezabel. Como deram as costas para Deus foram devastados pela assíria. O reino do Sul teve alguns poucos reis tementes a Deus, mas eles também deram as costas para Deus e mais tarde foram dominados pela babilônia sob comando de Nabucodonosor e tiveram suas cidades saqueadas, inclusive a capital Jerusalém.  O Templo é saqueado e uma grande parte da nobreza, os oficiais militares e artífices, inclusive o Rei, são levados para o Exílio em Babilônia.


Foi nesse contexto de exílio que foram escritos salmos como o 137:


 Junto aos rios da Babilônia nos assentamos e choramos, lembrando-nos de Sião. 

 Nos salgueiros, que há no meio dela, penduramos as nossas harpas. 

 Porquanto aqueles que nos levaram cativos nos pediam uma canção; e os que nos destruíram, que os alegrássemos, dizendo: Cantai-nos um dos cânticos de Sião. 

 Mas como entoaremos o cântico do SENHOR em terra estranha? 


E é nessa situação de exílio na babilônia, longe de sua Terra e de seu povo que Daniel ao ler o livro do profeta Jeremias  (Jeremias 25:11) observou que havia uma profecia que estabelecia que o exílio dos judeus duraria 70 anos.


Esse tempo, já estava quase se cumprindo. Daniel orou a Deus, pedindo tanto pelo seu retorno como perdão pelos pecados de seu povo (
Daniel 9:2-3), pecados que o fizeram ser enviados ao cativeiro. Ele não reivindicou nenhum mérito em si, mas contou com a misericórdia de Deus. Deus, através do anjo Gabriel o respondeu com um maravilhoso desdobramento de um período de tempo relativo a essas mesmas pessoas - o povo de Daniel, Israel. E você deve guardar essa informação para que você entenda, a profecia é para o povo de Israel, não para a igreja que só aparece lá em atos 2. Essa nova revelação abrangeu não apenas setenta anos, como foi seu cativeiro na Babilônia, mas "setenta semanas".


Dan 9:24. Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo [Israel], e sobre a tua santa cidade [Jerusalém],


Os estudiosos do hebraico nos dizem que a palavra no original não é literalmente "semanas", mas apenas "setenta setes". É uma palavra que descreve algo dividido em sete partes. Na verdade, são semanas de anos; isto é, eles são setenta períodos de sete anos que equivale a 490 anos.


...Para extinguir a transgressão, e dar fim aos pecados, e expiar a iniqüidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e ungir o Santo dos santos. 



Esse trecho se refere ao estabelecimento do reino milenar de Cristo.


Dan 9:25 diz desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas;


Aqui temos duas divisões de 7 semanas e 62 semanas. 


7 semanas – começando a partir da ordem para reconstruir Jerusalém –Esta ordem você encontra em Neemias 2:1-8 dada por Artaxerxes.

 

62 semanas – mais sessenta e duas semanas (434 anos) para a vinda do Ungido (que em hebraico é Messias). E de fato esses 483anos  indicam com muita precisão a vinda de Cristo. Alguns estudiosos fazem uma correção de cerca de quatro anos, pois é o tempo que o nosso calendário estaria atrasado. Assim Cristo teria morrido não no ano 33, mas no ano 29.


Depois das sessenta e duas semanas, será tirado o Messias e não será mais; e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até ao fim haverá guerra; estão determinadas assolações. 


O verso 26 aponta para a última semana, que é a semana onde a Grande tribulação estará inserida, nessa semana o “governante que virá” fará uma aliança com os israelitas, mas a quebrará no meio da semana e iniciará um momento de grande tribulação.


É aqui que existe uma lacuna ou parêntese profético que a profecia não revela porque a Igreja ainda era um mistério para os profetas, e só seria revelada muito depois ao apóstolo Paulo. Pois, de novo, a profecia não é para a Igreja, mas para Israel. Esse parêntese coincide quase que completamente com a dispensação da graça. Em que Deus passa a tratar não apenas com os judeus, mas com todos os homens. Reconciliando a todos quanto o receberem. 


Essa dispensação  da graça começa em atos 2, no dia de pentecostes e terminará no arrebatamento quanto a Igreja e o espírito santo serão retirados da Terra. Mas há de se ressaltar  que esse período de sete anos de profecia não começa com o chamado da Igreja para o céu (o Arrebatamento), mas com o concerto sendo firmado. Haverá um curto período de tempo entre a Igreja ser arrebatada e o concerto firmado; talvez um período de dias ou semanas. É claro que o Império Romano revivido não pode firmar um concerto com os judeus antes que ele venha a existir. Então o império seja revivido antes da última semana.


Portanto, a ordem dos acontecimentos é esta:


1. Sai a ordem para restaurar Jerusalém (Neemias)

2. O Messias vem e é tirado (morto) e O povo romano destrói Jerusalém e o Templo. 

Nesse momento há um hiato temporal. E após o hiato.

3. O príncipe daquele povo que destruiu a cidade e o Templo faz uma aliança com Israel.

4. Na metade da semana ele rompe a aliança de forma hostil e idólatra

5. Ele irá então assolar os judeus fiéis até o fim da semana de anos quando Cristo voltará estabelecer o seu reinado.






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