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O Princípio das Dores e A Grande Tribulação |Estudo da Grande Tribulação PART 3|

As 70 semanas de Daniel é uma profecia absolutamente fantástica que o Senhor entregou a Daniel através do anjo Gabriel. Você pode saber mais sobre elas e sobres os eventos proféticos na playlist que está nos cards e descrição. Mas basicamente a profecia estabelece que 70 semanas de anos estão determinadas, isso equivale a 490 anos. 69 semanas se dariam até a morte do messias e destruição do templo e na última semana, a semana 70 haveria uma grande assolação que viria sobre a Terra e mais especificamente sobre o povo judeu. Essa semana de anos pode ser dividida em dois: 3 anos e meio ou 1260 dias, denominado princípio das dores e outros 1260 dias conhecidos como a Grande Tribulação. E é exatamente essa semana que falaremos no vídeo hoje.

Essa septuagésima semana, será um período de tribulação por sete anos que virá sobre o todo o mundo, chamado “a hora da tentação [provação – ARA] (Ap 3:10).  Os primeiros 3½ anos da semana profética chamado de o “princípio de dores  é mencionado pelo próprio Senhor Jesus em Mt 24:4-8 veja:


Mat 24:4 E Jesus, respondendo, disse-lhes: Acautelai-vos, que ninguém vos engane, 

Mat 24:5  porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos. 

Mat 24:6  E ouvireis de guerras e de rumores de guerras; olhai, não vos assusteis, porque é mister que isso tudo aconteça, mas ainda não é o fim. 

Mat 24:7  Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares. 

Mat 24:8  Mas todas essas coisas são o princípio das dores. 


Então vemos que Guerras e rumores de Guerras encherão a Terra, a agricultura começará a fracassar e uma fome generalizada sucederá. Dores e aflições se multiplicarão. Se você viu o vídeo passado sabe que a tribulação virá após o arrebatamento da Igreja, então, podemos dizer que o arrebatamento é o grande sinal do início desse período, certo?


Errado! O que marca o início desse período não é o Arrebatamento, como muitos podem pensar, mas o concerto sendo firmado entre os Judeus e o Império Romano.  Eles confiarão no poder militar de Roma  ao invés de confiarem no Senhor (Dn 9:27, 11:38; Is 28:14-19, Is 8:9; 1 Ts 5:3; Sl 20:7; Ap 13:4). O “concerto” será promulgado pela besta, um líder político do Império Romano recém-revivido. Não se sabe quem será essa pessoa. Ele só continuará no cargo “um pouco de tempo” – os primeiros 3½ anos (Ap 17:1-11). Haverá um curto período de tempo entre a Igreja ser arrebatada e o concerto firmado; talvez um período de dias ou semanas. Mas antes do pacto o império Romano precisará ser revivido, é claro.


Nessa época os judeus terão retornado a sua terra por isso Israel ficará cheia de ouro, prata e tesouros (Gn 31:17-18*; Is 2:7-8; Sl 73:3-12). Os judeus terão novamente um templo onde oferecerão sacrifícios, observarão os sábados e festas apenas como uma tradição (Mt 24:15; 2 Ts 2:4; Sl 42:4; Dn 9:27, 12:11; Is 1:10-15; Sl 1-42). A multidão apóstata de judeus irá fingir adoração, sem qualquer consideração para com Deus. 


Nesse tempo o evangelho da graça não será mais pregado porque o tempo ou dispensação da graça terá sido encerrado com o arrebatamento da Igreja. Porém, os fieis, o remanescente judeu crente, pregarão o evangelho do reino. Este evangelho anuncia a vinda do Rei e Messias de Israel para estabelecer o reino prometido nas Escrituras do Velho Testamento. À medida que os eventos progridem, alguns dos gentios convertidos também anunciarão este evangelho. Todas as nações ouvirão esse evangelho (Mt 24:14). Aqueles que não rejeitaram, de forma voluntária e consciente, o evangelho da graça de Deus pregado durante esta Era Cristã, terão uma oportunidade de crer no evangelho do reino, mas aquele que rejeitou o evangelho da graça não mais terá oportunidade de crer, pois, será enviada a operação do erro.


E, por isso, Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira, para que sejam julgados todos os que não creram a verdade; antes, tiveram prazer na iniqüidade. 2 Tess.2:11-12


Por necessitar de agentes para cumprir seu propósito, Satanás levantará um homem em meio ao confuso estado de coisas que ele criou no Ocidente. Esse homem é chamado de a “besta” em pessoa (Ap 13:1-8, 17:10-18, 19:20), o “rei de Babilônia” (Is 14:4*). 


Por volta dessa época outro homem se levantará na terra de Israel; ele também será movido pela energia de Satanás (2 Ts 2:9). Ele será um israelita, e irá agir em conjunto com a primeira besta, e será como o seu conselheiro espiritual. Este homem é o “anticristo” (1 Jo 2:18), também conhecido como, “o homem do pecado” (2 Ts 2:3), “o filho da perdição” (2 Ts 2:3), “o iníquo” (2 Ts 2:8) , a “estrela caída” (Ap 9:1), “a segunda besta” (Ap 13:11-18), “o falso profeta” (Ap 16:13, 19:20, 20:10), entre outros.

Esse homem de pecado se apresentará aos judeus como seu messias, e a multidão o receberá e farão dele o seu rei. Ele reinará sobre os judeus na terra de Israel (Jo 5:43; Dn 11:36-39; 2 Sm 15:2-6, 11*). O anticristo estabelecerá o seu trono de governo em Jerusalém, e irá promover seus partidários e admiradores para que ocupem posições de preeminência sobre a terra de Israel. 

A besta, com a ajuda do anticristo, irá, então, romper os termos do concerto que o império fará com os judeus. Eles abolirão toda atividade religiosa em seus domínios, fazendo cessar a falsa e corrupta adoração tanto da Cristandade como do judaísmo. O objetivo é abrir caminho para impor a adoração da besta e sua imagem (Dn 9:27; Ap 17:16; Sl 55:20 ).


O anticristo, o falso messias dos judeus, se apresentará na segunda metade da semana profética em seu pleno caráter satânico. Sua missão será levar judeus incrédulos e habitantes da terra incrédulos à apostasia. Ele se sentará no templo e proclamará ser Deus – fazendo de si mesmo um objeto de adoração (Dn 11:36; 2 Ts 2:3-4). Serão praticadas idolatria e adoração aberta à besta (Dn 6:7; Ap 13:4) e ao anticristo (2 Ts 2:3-4). As terras outrora iluminadas da Cristandade e de Israel serão entregues à adoração aos demônios. Falsos cristos e falsos profetas surgirão na terra de Israel, demonstrando sinais e maravilhas que levarão muitos para longe da verdade (Mt 24:23-26).

 

O remanescente judeu e os gentios que crerem no evangelho do reino que será pregado naqueles dias, irão se recusar a adorar a imagem da besta ou a receber o seu sinal. Isso atrairá a amarga ira da besta e do anticristo que juntos promoverão a mais terrível perseguição que o mundo já conheceu, contra aqueles que recusarem seu sistema de controle. Eles farão “guerra aos santos” na terra profética e vencerão a muitos pelo martírio (Ap 12:6, 13-17, 13:7, 13; Dn 3:1-25*, 7:21; Mt 10:16-23, 24:21-22; Mc 13:19; Mq 7:2). Entretanto, aqueles que recusarem o sinal da besta e morrerem como mártires por causa da sua fé são os verdadeiros vitoriosos (Ap 15:2).

 

A besta e o anticristo assumirão então o total controle da terra de Israel. Eles a controlarão durante os últimos 3½ anos como sendo parte do seu império. Todos os que estiverem na terra estarão sujeitos a eles[2] (Ap 11:2; Lc 21:24; Êx 3-12*). O verdadeiro conhecimento de Deus será abolido dos domínios da besta e do anticristo, haverá fome pela Palavra de Deus, mas as pessoas buscarão pela Palavra do Senhor e não a encontrarão (Am 8:11-12).

 

A perseguição durante a grande tribulação será tão severa que as pessoas hesitarão em contar seus pensamentos até mesmo aos cônjuges ou membros da própria família, por medo de serem denunciadas às autoridades. O amigo mais íntimo não será confiável (Jr 9:4-5; Mq 7:2, 5-6; Mt 10:21-23).

 

Mas tudo isso acabará com o retorno de Cristo. Todo olho verá! O profeta Zacarias profetizou os sentimentos de Cristo nessa hora: "Olharão para mim a quem traspassaram e lamentarão". Todas as nações do mundo se lamentarão quando virem o Filho do Homem vindo nas nuvens do céu com poder e grande glória. Naquele momento não restará mais dúvidas, aquele que se fez menor do que os anjos e veio humildemente em uma manjedoura para morrer por miseráveis pecadores virá outra vez mostrando a sua glória. O Rei dos Reis, Senhor dos Senhores virá não mais em um jumentinho, porém  sobre as nuvens no céu resplandecendo como o sol revelando que Ele

 

é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; 

Col 1:16  porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades; tudo foi criado por ele e para ele. 

Col 1:17  E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele. 

 

Ele estabelecerá o seu reinado que durará mil anos e após isso virá o estado eterno, mas isso é assunto para outro vídeo. Dúvidas e sugestões nos comentários, fique com Deus, até mais.

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