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Panorama do livro de RUTE |esboçando a bíblia|


 Você sabe, a bíblia é uma coleção de livros que podem ser dividido em categorias. Os primeiros 5 livros se chamam pentateuco que é uma expressão grega que significa "cinco rolos" ou cinco livros mesmo, já estudamos todos esses e vc pode encontrá-los na playlist que estará nos cards e descrição. 


A próxima categoria é chamada de livros históricos. E porque se chamam assim?  Porque contam a história de Israel. Mas, na verdade, a história dos Hebreus já estava sendo contada desde o Pentateuco então a melhor definição é que eles se chamam históricos porque contam a história de Israel a partir da chegada em Canaã. 


Entre os históricos estudamos o livro de Josué e no último vídeo fizemos o panorama do Livro dos Juízes, você também pode encontrá-los nos cards bem como na descrição do vídeo. Nesse vídeo de Juízes Mencionamos que foi tempos de ruína para Israel. Eles tinham acabado de entrar na terra prometida e deram as costas para as ordenanças de Deus e não expulsaram os povos de Canaã, os hebreus pecaram ao absorver tanto a cultura dos povos, quanto sua idolatria. Além disso, esses povos viam Israel como invasores e se declaravam inimigos de Israel os atacando sempre que possível. Mas no meio da confusão que era o tempo dos Juízes, onde cada um fazia o que era bom aos seus olhos, aparece a graça de Deus manifesta na história de Rute. E como é essa história?


Norman H. Berry afirma que o 8° livro da bíblia: 


(…)é  sol brilhante de repente explodindo em um dia muito escuro e nublado. Uma jovem, uma estranha, age com fé e obtém a mais rica bênção que uma pessoa do Velho Testamento poderia ter - tornar-se a própria ancestral de nosso Salvador, o Senhor Jesus!

Por meio do homem, o pior sai do melhor - a primeira adoração levou ao primeiro assassinato (Gênesis 4). Mas por meio de Cristo o melhor sai do pior, “onde abundou o pecado, superabundou a graça” (Rom. 5:20). Este livro é um belo exemplo do último.”


Assim se por um lado nós temos ruína e fracasso como elementos que de fato caracterizaram o livro de Juízes, o livro de Rute, por outro lado é caracterizado pela expressão da graça de Deus. Apesar do contraste entre os dois livros, o livro de Rute se passa na época dos juízes, como nos informa o versículo de abertura do livro: “nos dias em que os juízes julgavam, houve uma fome na terra” (Rt 1:1).


Semelhantemente ao livro de Juízes não sabemos quem foi o autor do livro de Rute. Alguns comentadores sugerem que a autoria seja de Ezequias, outros de Esdras outros de Samuel ou Salomão; e é mais provável que o autor dos dois livros de Samuel também tenha sido o escritor deste pequeno livro, pois descobrimos no livro que a história de Rute faz parte da História de Davi, pois esta era bisavó de Davi. Mas de fato aquele que segurou a caneta para escrever o livro não é muito importante, pois sabemos que o Senhor Deus é o verdadeiro autor.


Embora saibamos que a época dos acontecimentos do livro foi a mesma época dos Juízes, O tempo exato dos acontecimentos é tão desconhecido como o da autoria do livro. Por isso alguns sugerem que o livro de Rute no passado seria uma história que estivesse contida dentro do livro de juízes, uma espécie de anexo. O que eu particularmente não acredito, pois há um grande contraste entre esses dois livros. O próprio William Kelly comenta:


“É verdade que existe uma tradição antiga de que anteriormente pertencia ao livro dos Juízes, mas duvido muito do fato, estando convencido por motivos internos de que forma um livro separado.” (William Kelly)


Outros, porém vão afirmar que Rute é um livro que seria um prefácio dos livros de Samuel, pois prepara o caminho, não apenas para Davi, como também para Salomão. Mas a verdade é que o livro de Rute é um livro lindo e separado de qualquer outro. E como William Kelly afirma, a realidaade é que através do livro de Rute, Deus fez uma linda cena de transição entre o livro de Juízes e Samuel.


Como o livro se divide?


No capítulo 1 constatamos que o significado dos nomes na bíblia tem grande importância e que esse fato não é diferente no livro de Rute. Os nomes usados ao longo do livro, tanto de indivíduos quanto de lugares, são muito instrutivos. O livro aborda a família de Elimeleque  que significa “meu Deus é Rei”, que com sua esposa Naomi  que significa “meu prazer” e dois filhos, Malom (“doença grave”) e Quiliom (“expectativa ansiosa”), vivem em Belém. Mas por causa da fome, a família sai de Belém buscando refúgio na terra de Moabe. Ao contrário da instrução de Deus, os dois filhos se casam com filhas da terra de Moabe (Dt 23:3). Elimeleque, Malom e Quiliom morrem naquele país estranho, deixando três viúvas, Noemi e suas noras moabitas, Rute e Orfa.



Sem homens na família que pudessem cuidar de suas noras, Noemi pede Orfa e Rute que voltassem para casa de seus pais. Orfa com relutância acaba voltando, mas Rute se apega a Noemi e a Deus dizendo as lindas palavras “aonde quer que tu fores, irei eu e, onde quer que pousares à noite, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus.” Naomi então retorna a Belém com Rute. Belém que significa “casa do pão” e é aonde cristo, o pão da vida nasce centenas de anos depois.


Reconhecendo a mão de Deus em sua vida, Noemi pede que ela seja chamada Mara (amargura), “porque grande amargura me tem dado o Todo-poderoso(Rt 1:20)


E isso nos leva ao capítulo 2 que pode ser visto por nós cristãos como encontro com Cristo, mas como assim encontro com Cristo? O senhor só aparece no novo testamento certo? 


Errado, nós vemos o Senhor a todo momento no velho testamento, tanto através da criação, sobretudo em Gênesis, como através de sua aparição como O anjo do Senhor e principalmente podemos ver Cristo em figuras. E é assim que vemos Cristo no livro de Rute, em figura, em tipificações. 


Logo no primeiro verso desse capítulo. Somos imediatamente apresentados a um homem - Boaz. Seu nome significa “força”. Ele é uma figura de Cristo. Ele é rico e também parente do marido morto de Noemi.

E a partir do segundo verso vemos o encontro de Rute com Boaz que tipifica o encontro do perdido com o Senhor Jesus. 


Quando Boaz encontra Rute, a primeira coisa que ele diz a ela é para não entrar em nenhum outro campo. O Senhor Jesus também avisa a nós, crentes, para não nos misturarmos com o mundo. 

A chave para o capítulo 3 é “descanso”, então para nós é uma imagem de como encontramos descanso em Cristo. Uma vida de descanso, conforto e segurança, sob os cuidados de um protetor. Isso não significa que não passaremos provações e até privações mas temos a segurança que com Cristo tudo estará bem.

Naomi instruiu sua nora a fazer um apelo pessoal a Boaz, seu parente "próximo" e rico. Ela desejava favor para Rute, a moabita, em vez de para si mesma. Naomi estava procurando não os seus próprios, mas os interesses de sua nora. 


No capítulo 4 vemos que Boaz, um homem justo, sabia que de acordo com as Escrituras (Levítico 25: 25-28), o parente mais próximo do marido morto de Rute tinha o direito de casar com ela, mas este não quis. Embora possamos ver Rute como figura do pecador perdido a espera de um redentor Rute também é a tipificação de Israel, que terá uma grande bênção no futuro milênio. O parente próximo pode ser uma figura da “lei”, que nunca poderia redimir. Somente Cristo pode nos redimir do pecado. Então tendo esse parente se negado a desposar Rute, Boaz está livre para levar Rute para ser sua esposa.


Para resumir, Profeticamente, Rute representa o futuro remanescente judeu. Boaz, uma figura de Cristo, assume a causa de Rute, casando-se com ela, o que profetiza a redenção da herança (a terra de Israel). somente a graça poderia realizar essa tarefa! Este belo livro, que começou com fome, morte e amargura, agora termina com vida. O filho de Rute, Obede, é visto como filho de Noemi (Rt 4:17). Obede é o pai de Jessé e o avô do rei Davi. Rute, juntamente com Tamar, Raabe e BateSeba, são as únicas mulheres mencionadas na genealogia do Senhor Jesus (Mt 1). Quem pode sondar a graça de Deus? 


Por esse vídeo é isso dúvidas e sugestões nos comentários, até mais.


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